O itinerário do narrador em Os velhos marinheiros ou o capitão-de-longo-curso de Jorge Amado

Autores

  • Denise Dias IF Amazonas/Universidade Estadual da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v22i3.7096

Resumo

Resumo: O presente artigo propõe-se a analisar o romance de Jorge Amado, Os velhos marinheiros ou o capitão-de-longo-curso, de 1961, tomando como eixo condutor o diálogo que o mesmo estabelece com a tradição literária picaresca. Objetiva-se situar a obra amadiana no prolongamento da tradição picaresca, identificando as características que ela incorpora do gênero e a maneira como ela as transforma, contribuindo para o surgimento do romance neopicaresco no Brasil, focando o narrador-personagem.  Revisita-se o surgimento do gênero picaresco na literatura espanhola e sua sobrevivência na literatura ocidental, com a finalidade de examinar sua adaptação a um outro contexto, o do cenário baiano do Brasil do século XX, com suas especificidades sociais, históricas e culturais.  Apoia-se, no conceito de González, com a finalidade de precisar a contribuição específica do romance de Jorge Amado à literatura pícara moderna.

 

Palavras-chave: Jorge Amado. Romance neopicaresco. Narrador.

 

Biografia do Autor

Denise Dias, IF Amazonas/Universidade Estadual da Bahia

Professora do Instituto Federal do Amazonas, lotada no Instituto Federal Goiano - campus Ceres. Pós-doutoranda na área de letras, linha: letramento, identidades e formação de educadores, na Universidade Estadual da Bahia-Uneb (denise.dias@ifgoiano.edu.br.).

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Publicado

2022-05-07

Como Citar

Dias, D. (2022). O itinerário do narrador em Os velhos marinheiros ou o capitão-de-longo-curso de Jorge Amado. A Cor Das Letras, 23(1), 111–125. https://doi.org/10.13102/cl.v22i3.7096

Edição

Seção

Dossiê: Um Jorge Amado para o século 21: leitores, narração, identidade, humanismo e mundos ficcionais