Ancestralidade em Pastores da Noite de Jorge Amado

Autores

  • Poliana Bernabé Leonardeli Faceli (Faculdade de Ensino Superior de Linhares)
  • Fransueiny Fleischmann

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v22i3.7099

Resumo

A proposta do artigo é abordar em Pastores da Noite de Jorge Amado a presença da ancestralidade como recurso que movimenta o enredo, tanto no que se refere à linguagem como a outros elementos subjacentes da narrativa. A produção de Jorge Amado no geral é explorada pela crítica a partir de fundamentos eurocêntricos, tais apostas de estudo, todavia, incorreram em inúmeros erros de pesquisa ao longo das últimas décadas, os quais acabaram por posicionar indevidamente a literatura amadiana nos espaços acadêmicos. Nesta análise a pretensão é lançar outros olhares teóricos à obra do autor, relacionando-a aos fundamentos da filosofia africana de raízes ancestrais. As principais referências bibliográficas que embasam a proposta deste trabalho são Amadou Hampatê Bâ (2021), Fábio Leite (2008), Eduardo Oliveira (2017) e Jurema José Oliveira (2018)

Biografia do Autor

Poliana Bernabé Leonardeli , Faceli (Faculdade de Ensino Superior de Linhares)

Doutoranda em Letras (UFES). Mestre em Letras (UFES). Professora titular da Faceli, atua no curso de Pedagogia, nas ementas de Língua Portuguesa, Didática de Ensino de Língua Portuguesa e Literatura Infantil e juvenil. Possui artigos publicados na área de Literatura, Literatura Infantojuvenil e Formação Leitora. Dedica-se a pesquisar a cultura popular, a memória e a identidade cultural presentes em produções da literatura infanto-juvenil e o ensino de leitura e escrita em ambiente escolar.   E-mail: pleonardeli@gmail.com

Fransueiny Fleischmann

Mestranda em Letras (UFES)

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Publicado

2022-05-07

Como Citar

Leonardeli , P. B. ., & Fleischmann, F. . . (2022). Ancestralidade em Pastores da Noite de Jorge Amado. A Cor Das Letras, 23(1), 63–73. https://doi.org/10.13102/cl.v22i3.7099

Edição

Seção

Dossiê: Um Jorge Amado para o século 21: leitores, narração, identidade, humanismo e mundos ficcionais