A transcendência dos opostos: um phármakon amadiano

Autores

  • Tatiane Almeida Ferreira UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v22i3.7491

Palavras-chave:

Palavras-chave: Guia. Phármakon. Exú. Turismo. Mistérios.

Resumo

Resumo: O guia turístico e literário Bahia de Todos os Santos: guia de ruas e mistérios (1977), de Jorge Amado, a partir dessa edição atualizada e ilustrada por Carlos Bastos, constrói a imagem turística, cultural e identitária da cidade do Salvador. A sugestão de leituras com as quais supomos que a obra dialoga, dentre elas a análise a partir da hermenêutica das entidades das religiões brasileiras de matriz africana, com destaque para Exú, divindade de caráter ambivalente, levou-nos a produzir alguns agenciamentos e encontros, que permitem ampliar a interpretação da história e das relações culturais presentes na narrativa amadiana. Fomos conduzidos, por ela, a tecer algumas provocações que foram auxiliadas pelas filosofias  de Derrida (2005) e Deleuze (2009) para pensar outras questões movidas pela dispersão e subversão do phármakon de herança africana.  

Biografia do Autor

Tatiane Almeida Ferreira, UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

Graduada em Licenciatura em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Mestre em
Literatura e Diversidade Cultural, pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Pesquisadora da obra do
escritor baiano Jorge Amado. Doutora em Letras pelo curso de Pós-Graduação em Literatura e Cultura, da
Universidade Federal da Bahia. Concursada pela rede pública de ensino do Município de Feira de Santana- Ba e
professora da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC- Campus Feira de Santana), lecionando disciplinas de Cultura, Identidade e Metodologia da Pesquisa

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Publicado

2022-05-07

Como Citar

Ferreira, T. A. (2022). A transcendência dos opostos: um phármakon amadiano. A Cor Das Letras, 23(1), 22–41. https://doi.org/10.13102/cl.v22i3.7491

Edição

Seção

Dossiê: Um Jorge Amado para o século 21: leitores, narração, identidade, humanismo e mundos ficcionais