Modos de existir e resistir, à margem: leituras possíveis em Jorge Amado

Autores

  • Pedro Dorneles Da Silva Filho UFF - Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.13102/cl.v22i3.7790

Palavras-chave:

Jorge Amado, Modos de existir, Rsistência, Microrrevoluções, Contemporaneidade

Resumo

O objetivo deste artigo é apontar chaves para a leitura de algumas produções de Jorge Amado, no recorte temporal de 1958-1988, a fim de identificar em que medida as personagens marginalizadas dessas obras operam, através de suas individualidades, transformações sócio-políticas nas comunidades ficcionais onde atuam. Essas figuras ex-cêntricas possuem corpos políticos que, na peculiaridade dos seus modos de existir no mundo, luzem resistências. Além disso, traçarei conexões entre a politização evocada nos textos amadianos, suas sugestões reflexivas e críticas, com demandas presentes ainda na agenda da sociedade brasileira e da produção literária contemporânea.

Biografia do Autor

Pedro Dorneles Da Silva Filho, UFF - Universidade Federal Fluminense

Doutorando e Mestre pelo programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura, da Universidade Federal Fluminense.

Especialista em Literatura, Memória cultural e sociedade, pelo Instituto Federal Fluminense 

Licenciado em Português e Literaturas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de MACAÉ. 

 

Professor de Linguagens, códigos E suas tecnologias no Ensino médio, na rede privada de ensino de MACAÉ. 

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Publicado

2022-05-07

Como Citar

Da Silva Filho, P. D. (2022). Modos de existir e resistir, à margem: leituras possíveis em Jorge Amado. A Cor Das Letras, 23(1), 94–110. https://doi.org/10.13102/cl.v22i3.7790

Edição

Seção

Dossiê: Um Jorge Amado para o século 21: leitores, narração, identidade, humanismo e mundos ficcionais