“Não sou racista, mas...”: motivações linguísticas da proverbial retórica à brasileira para a negação do racismo
DOI:
https://doi.org/10.13102/cl.v18i2.1889Resumo
A expressão “não sou racista, mas...” é muito frequente nas redes sociais. Quem o utiliza é ou não racista? Este artigo analisa o valor linguístico e histórico da expressão. O caminho metodológico escolhido é a pesquisa bibliográfica. A análise serve-se de elementos da Pragmática e da Retórica. Ao que tudo indica, ela veicula racismo de forma ostensiva, embora tenha intenção de negá-lo.
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Referências
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